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Gastos com viagens corporativas devem crescer 3,4% este ano

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Foto: Dreamstime

A última edição do estudo European Business Travel Barometer da American Express Global Business Travel revela que, enquanto os gastos com viagens corporativas aumentarão este ano, os gestores tentam cada vez mais encontrar o equilíbrio entre a política de viagens e a satisfação do viajante.

O mercado de viagens corporativas superou as previsões no ano passado, com crescimento de 3,1% (em oposição aos esperados 2,5%), impulsionado por pequenas (até 3%) e médias (até 5%) empresas. A pesquisa também revela que o crescimento nos gastos de viagens deverá ser de 3,4% este ano.

E as situações geopolíticas não parecem estar impedindo o crescimento nas viagens de negócios, já que 60% dos entrevistados afirmam que a Brexit não teve um impacto significativo e 65% dizem o mesmo sobre as restrições de viagem iniciadas com a administração de Trump.

Enquanto as empresas continuam a colocar grande importância nas reuniões presenciais, o gasto está se deslocando mais para conferências, convenções e eventos corporativos (até 5%), em detrimento das reuniões internas. Um aumento do número de viajantes corporativos também foi notado no relatório deste ano, com 42,1% viajando em 2017, em comparação com os 39,7% de 2016.

Os gestores de viagens estão enfrentando pressão crescente para manter seus viajantes seguros, proporcionando-lhes as opções que eles exigem. 65% dos mil compradores entrevistados implementaram uma política de duty of care no ano passado e os viajantes estão aceitando as mudanças: 29% adotaram essas soluções enquanto 49% se dizem abertos a elas.

Ao mesmo tempo, os gestores estão buscando maneiras de tornar os viajantes mais envolvidos com a política: dispositivos móveis são vistos por 83% das empresas como uma ferramenta de reserva adicional, e não como uma substituição aos métodos tradicionais.

Embora os gestores de viagens considerem a satisfação dos viajantes como um fator importante na decisão de sua política, 56% indicam que medem ativamente a felicidade deles e apenas 32% mudam sua política para acomodar o feedback dos viajantes

57% dos entrevistados afirmam, ainda, que as opiniões dos viajantes terão impacto na política, oferecendo a eles a escolha de ferramentas de reserva em dispositivos (72%), opções preferenciais de reserva direta ou indireta (67%) e soluções de serviço de atendimento (62%).

PRIORIDADES DOS GESTORES
A eficiência é uma prioridade para os gestores de viagens quando se trata de otimizar os custos, sendo o aumento das reservas on-line a preocupação número um deste ano. Ela vem seguida pela avaliação da relevância de uma viagem e seu custo, e do aumento do uso de taxas corporativas acordadas.

As reuniões presenciais também estão se tornando uma prioridade, já que a sua substituição por conferências via áudio, vídeo ou web caiu para o quinto lugar nas preferências das empresas (em 2017 eram a primeira).

As economias compartilhadas, por sua vez, ainda lutam para capturar o interesse dos gestores de viagens, com o uso de tais serviços permanecendo no 20º lugar na lista de prioridades, embora 40% concordem que o uso de provedores de economia compartilhada poderia ser uma maneira de economizar dinheiro. Enquanto 52% dos entrevistados pretendem usar esses fornecedores nos próximos dois anos, 20% estão relutantes em incluí-los na política da empresa.

No que se refere às TMCs, embora o seu uso permaneça estável – com 79% dos entrevistados utilizando pelo menos uma agência, enquanto o uso de vários fornecedores aumentou em 7% – 25% das empresas desafiaram o modelo de negócios das TMCs. Isso mostra que agências de viagens corporativas ainda enfrentam a questão global de alinhar seus modelos com as necessidades dos clientes.

Fonte: PANROTAS Corporativo

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