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“A hotelaria precisa focar nas experiências para seus hóspedes”, diz Arne Sorenson, CEO da Marriott

“A hotelaria precisa focar nas experiências para seus hóspedes”, diz Arne Sorenson, CEO da Marriott

Presente na inauguração oficial do Marriott Marquis Chicago, Arne Sorenson, CEO da Marriott International, concedeu uma entrevista exclusiva para a imprensa representante da região do Caribe e América Latina, Brasil e México. A reportagem do Hôtelier News perguntou qual será a futuro da hotelaria, já que atualmente o crescimento de plataformas de hospedagem alternativas atinge cerca de 30% da fatia mundial. “Nós temos um caminho muito bom pela frente pois a hotelaria é uma indústria sadia, que tem a capacidade de promover experiências para os hóspedes. Nós mudamos. O consumidor mudou. Há algumas décadas, a forma de ter experiências era comprar um carro moderno, ter uma casa e viajar para conhecer outros lugares. Hoje em dia, todos querem ter experiências o tempo todo, e talvez principalmente e como uma outra forma de consumo, poderem compartilhar aos seus grupos de amigos por meio das redes sociais, como por exemplo jantar em um lugar especial com uma vista parecida com o do skyline de Chicago. Tirar uma foto com o celular e postar para os amigos verem. É essa a capacidade que temos, que os hotéis têm, de oferecer com segurança e know-how, diversas formas de experiências, que vão além da própria hospedagem”, explicou.

Continuando, Sorenson disse que a hospitalidade e o turismo no mundo também estão em crescimento nas economias emergentes, possibilitando cada vez mais as pessoas a viajar. “Creio que as plataformas de hospedagem são mais positivas do que negativas, pois permitem aos turistas que não possuem recursos para ficar num hotel como esse, por exemplo, possam pagar um quarto em uma casa onde mora alguém. Temos a China e a Índia, cuja populações desse países estão viajando cada vez mais. O turismo está crescendo ano a ano e toda a cadeia da hospitalidade se beneficia com isso.”

E quais os segmentos que irão se desenvolver mais na hotelaria? Os empreendimentos econômicos ou de luxo? “Creio que ambos, porque os dois segmentos fazem parte do próprio desenvolvimento econômico das pessoas. Quando uma família quer viajar mas não tem muitos recursos, a hospedagem condizente é a econômica, depois quando essa mesma família passa a ter condições melhores, ela prefere uma hospedagem mais luxuosa. As pessoas economizam para poder comemorar, por exemplo, uma data especial em um lugar especial. Para que esse momento se torne memorável.”

E quanto ao Brasil? Quais são as principais questões que dificultam a expansão da sua rede? “A principal é a questão da economia. As pessoas tendem a investir quando a economia está favorável. Os investidores precisam estar otimistas para poder seguir com seus projetos e isso ainda não está acontecendo no Brasil. Outro ponto é a variação da dinâmica em algumas cidades. O Rio de Janeiro por exemplo teve uma expansão mais do que considerável, abrindo vários empreendimentos para a Copa e Olimpíadas, e o prazo para a normalização do setor é grande. Já São Paulo precisa ter um aumento na oferta hoteleira, mas ainda não há otimismo suficiente para que isso aconteça.”

Outra questão apontada pelo CEO da Marriott é a quantidade superior de condo-flats desenvolvidos ao invés de hotéis. “Isso atrapalha o desenvolvimento porque os investidores não são hoteleiros, e muitas vezes acabam impedindo uma verdadeira gestão”.

Por último, Sorensen citou outras duas questões: a corrupção e a violência. “O sistema não é completamente transparente e isso desencoraja os investidores, principalmente os estrangeiros. E a violência no Rio, por exemplo, se fosse controlada rapidamente, incentivaria a maior vinda de turistas. A cidade tem um potencial muito grande para o turismo mas vive um momento delicado. As praias do Rio são as mais famosas do mundo. Se isso fosse revertido, os resultados na cidade seriam fantásticos.”

E quanto às marcas que a Marriott vão desenvolver no Brasil? Quais são as mais favoráveis? “Eu não sou um especialista no mercado brasileiro, mas considero que o mercado de luxo tenha maior potencial nas duas cidades que mencionei: Rio e São Paulo. Se citarmos outras cidades como Manaus, Salvador, Recife e Brasília, não há muito potencial para o desenvolvimento desse segmento. Esses mercados são mais propensos às marcas como Fairfield e Aloft. Temos uma nova marca, Moxy, que é uma econômica lifestyle, de baixo investimento e de muito valor agregado. Muito moderna e pujante. Algumas cidades brasileiras poderiam receber esse produto pois há consumidores que querem estar em ambientes modernos, alegres e que não sejam luxuosos”, finalizou.

 

Fonte: Hôtelier News

Link para matéria: https://goo.gl/diAUGM

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